Arte e Ciência

As Cores do Arco-Íris

Minha primeira formação foi através do desenho, da forma. Em 2000 em parceria com um grupo de profissionais na área de cristais aprendi as belezas da transparência e da exatidão.
Poucos anos depois criei uma série de pinturas pela primeira vez onde a cor era protagonista.

Israel Pedrosa
foto: Lucciano Bonuccelli

É um universo magnífico esse das cores.Em realidade, cor e forma, luz e sombra, objeto e fundo são partes de um mesmo «corpo». Às vezes ficam mais separadas, às vezes ficam mais próximas.

Israel Pedrosa foi um artista brasileiro e pesquisador das ciências da luz. Escreveu um livro chamado «Da Cor à Cor Inexistente», denso como não poderia deixar de ser como o conhecimento científico que exige muita dedicação de uma vida toda.
Compartilho com vocês um pequeno trecho em que ele fala sobre a refração da luz. Aquele efeito que vemos no arco-íris do céu, na luz que atravessa uma pedra de cristal ou então nas cores sobre uma bolha de sabão.
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De todas as propriedades da Luz e de todos os fenômenos luminosos, o mais apaixonante é o da refração.
Suas inúmeras manifestações e diversificadas aparências desde os tempos mais remotos instigaram a imaginação humana ao sonho e à fantasia.

As abordagens e especulações ora místico ora científico em torno do assunto tem sido uma constante nos diversos graus de desenvolvimento da humanidade.
Desde a antiguidade conhecia-se a propriedade refratora de vários corpos transparentes, mas acreditava-se que o surgimento das cores do espectro era fruto da propriedade do corpo refrator, mudando a cor da luz.

Coube a Newton desfazer o longo equívoco, apoiado no êxito de investigações sistemáticas, ele afirmaria:
«O prisma não muda a cor da luz branca, decompõe-na em suas partes constitutivas simples as quais, combinando-se de novo, produzem novamente o branco inicial».

Nas primeiras experiências, Newton colocou um prisma de vidro interceptando um raio de sol que entrava num quarto escuro, produzindo assim:
O vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta do espectro solar.

Essa dispersão da luz pelo prisma já havia sido produzida intencionalmente por outros experimentadores antes de Newton, mas ele foi o primeiro a realizar a experiência adicional de recombinar as cores do espectro por meio de um segundo prisma invertido.
O fato de a luz branca ter sido produzida pela recombinação levou-o a concluir que todas as cores do espectro estavam presentes no raio de sol original, comprovando a formulação de Leonardo que «o branco é o resultado de outras cores, a potencia receptiva de toda cor».

https://anatomiaartistica.files.wordpress.com/2018/07/da-cor-c3a0-cor-inexistente-israel-pedrosa1.pdf

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